quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sentir ou não sentir, eis a questão


Andei na Baixa, percorri as ruas, vi montras, passeei, tomei café, mas não consegui sentir qualquer espírito natalício.

Não muito, mas contribuí para o banco alimentar contra a fome. Apesar de tudo, aí senti-me bem.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ho ho ho ou as dezenas de coisas que me tornam numa rena zangada (pode dizer-se reno?)


Acho o Natal uma época tão cínica:

Não suporto:

> que toda a gente diga «boas festas», «boas isto» ou «boas aquilo» apenas uma vez por ano

> que se seja solidário uma vez por ano

> que se contribua para uma causa uma vez por ano

> que as famílias que não se suportam se vejam uma vez por ano

> que se tenha de dar um determinado presente para retribuir um determinado favor prestado ao longo do ano

> que se desespere quando ainda falta comprar um presente

> que se desperdice comida

> que se faça mais lixo do que em três meses

> que as pessoas se esfolem nas lojas para fazer embrulhos

> que toda a gente diga bom Natal e toda a gente nas proximidades do dia 25 de Dezembro

> não conseguir ir ao supermercado comprar um pacote de qualquer coisa sem estar quase uma hora na caixa

> comer bacalhau cozido numa noite que deveria ser de festa

> as pessoas que não abrem os presentes à minha frente

> que digam que uma determinada prenda é «interessante»

> os filmes «bonzinhos» que passam no dia 25 de Dezembro

> o facto de o país parar durante três dias e as pessoas terem de permanecer em casa quando já não suportam mais «festas de família»

> receber SMS de pessoas com quem não falo há mais de três anos

> Cometer alguns dos erros que precisamente estou a censurar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os cães ladram, mas a caravana passa


Foi tão ridículo, na segunda-feira, ver o «Prós e Contras», na RTP1, com duas plateias divididas como se estivéssemos num jogo de futebol a ver quem ganhava... se o sim ou o não ao casamento homossexual.

Por momentos, pensei ter descido ao século XV, lá bem fundo, à Idade Média.

Mas houve pior: segundo os partidários do «não», se se for solteiro e homossexual pode adoptar-se. Em contrapartida, se se for homossexual e casado, nem pensar nisso. Confesso que isso me fez ir à cozinha comer um chocolate!

Ficou uma frase: «Os adeptos do referendo apenas o defendem porque sabem que o cenário parlamentar aponta para o sim».

Não vale a pena alongar-me mais. Nem sobre algumas visões que por ali passaram sobre o que é a definição de casamento. Curioso que pensei que estavam a falar de outra coisa qualquer que não a celebração do amor entre duas pessoas... Os cães ladram, mas a caravana passa.

domingo, 15 de novembro de 2009

Interferências


Detesto quando o trabalho começa a interferir com a minha vida pessoal. Seja a nível de tempo, seja a nível das minhas relações pessoais. Mas a troco da (sobre)vivência e de alguma qualidade de vida pessoal, vai-se sempre esboçando um «sim».

domingo, 8 de novembro de 2009

Publicidade? Aqui sim!

No meio do lodo televisivo, até às vezes se safa alguma coisa. Falemos de publicidade.

Depois de ter sido castigado - melhor, vergastado auditivamente - com a má música do Pingo Doce, eis que chega a Popota! Já tinha falado da Leopoldina, mas eu juro que não tenho contrato nenhum com os supermercados! Acho um piadão ao anúncio!

Mas se há coisa que gosto são anúncios de perfumes. Não me perguntem porquê, mas vejo aqueles segundos de anúncio como mini produções hollywoodescas. Então vistos no grande ecrã do cinema. Fantástico!

Dito isto... boas compras... e fica uma selecçãozita de boa publicidade.


PS: Há quem não goste da Popota e já tenha criado uma petição para a calar. Tadinha da rapariga.


Popota:



Popota (versão hard): :P



Idole:



Chanel: a versão completa que nunca passou na TV

sábado, 31 de outubro de 2009

Nota solta

Num certo ponto, aquilo que mais me custa nem é a separação, mas a desilusão. Ou a sensação de que poderia ter sido diferente se tivesse feito ou dito isto ou aquilo. Depois, penso que vou seguir em frente, mas, de tempos a tempos, acabo por tropeçar com aquilo que pensava estar curado. Todas as coisas que marcam são um pouco como o primeiro amor, em que a dor parece inultrapassável e onde a nostalgia bate de tempos a tempos. Os animais lambem as feridas, mas o ser humano guarda-as na memória.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Leopoldina pôs maminhas e não só


Pois é! Parece que este ano quem vai comprar brinquedos sou eu! Com uma figuraça assim, eu até ficava com a Leopoldina, mas não era em brinquedo! Eheheh!

Ok, voltando à realidade. Desde puto que me lembro do anúncio de Natal do Continente: ninguém é perfeito! Mas este ano a coisa está um pouco diferente.

Mantém a musiquinha (tralalalala), mas a produção está um luxo e pode ser votada pelas crianças (cuidado pais). Bolinha vermelha! :) Estranhem quando os vossos filhotes quiserem muito ir às compras!

Para ver a senhora das penas (que agora até tem umas maminhas novas!), basta passar por aqui.

sábado, 24 de outubro de 2009

Un certain regard


Espero [daqui a 30 anos] ainda conservar a virgindade do olhar.



António Lobo Antunes, in entrevista RTP1, 22/10/2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Microsoft estás perdoada


O novo Windows 7 já chegou... finalmente!
As placas gráficas e processadores mundiais vão agradecer!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

George Clooney leva… com um piano


Longe de ser um post publicitário, deixo mais uma das aventuras do George Clooney ao (tentar) beber um Nespresso (vulgo café das pessoas hip e bem sucedidas na vida).


Para mediatizar a coisa, a marca está a fazer uma pré-promoção ao anúncio, via online, onde já chegou ao cúmulo de colocar um relógio em contagem decrescente… Dizem as más línguas que o actor até fez uma plástica. Só não se percebe se propositadamente para o anúncio.


Exageros de marketing à parte, parece que o homem está prestes a ir desta para melhor… literalmente. Se antes a tipa lhe roubava a cápsula do café, agora parece que vai mais além… e lhe tenta atirar um piano… ou não.


De qualquer forma, os teasers do futuro anúncio estão engraçados e despertam a curiosidade. Ou não estivéssemos perto do Natal e a marca queira aproveitar a febre consumista.


A curiosidade pode ser desfeita aqui.