segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ascensão e queda

Pedro Abrunhosa caiu durante o programa «Ídolos». Toda a gente viu, mas não chega. O «Correio da Manhã» faz imediatamente notícia disso - com vídeo claro está -, o momento passa para um dos vídeos mais vistos do Youtube, a risota domina as horas subsequentes nas redes sociais. No fundo, e perdoem-me a rigidez, a maior parte das pessoas não resiste em ver os outros falhar. Não sei bem o que isso contribui para encher o que quer que seja: nem o ego, nem os bolsos, nem a alma. E a fábula aplica-se à vida em geral.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Gays fora da tropa

"A vida militar reveste-se de determinadas características, inclusive em combate, que podem não se ajustar ao comportamento desse indivíduo [homossexual]", disse um general brasileiro.

Mais: os homossexuais que trabalham nas Forças Armadas deveriam procurar outra profissão, defendeu o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, numa sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), segundo o diário "O Globo".

“A maior parte dos exércitos, no mundo inteiro, não admite esse tipo de orientação. Até porque isso coloca dificuldades para a tropa obedecer um indivíduo com esses atributos.”

Mais aqui.


E já agora, mais um cometário, no mínimo interessante, que estava no site do Público.

Se um homossexual tiver a condição física necessária ao exercício das funções militares, é bom que o deixem alistar-se. Porque ao ritmo a que os soldados morrem nas guerras promovidas pelos EUA, onde as forças da NATO e da ONU perdem os seus homens todas as semanas, ainda vão ser os gays que vão salvar a continuidade da profissão de militar.

O mundo a preto e branco ou uma espécie de mea culpa barata


Porra para mim mesmo. Por mais que tente, vejo sempre o lado negativo da coisa e isso reflecte-se na minha relação com as outras pessoas. Acredito que estar muito tempo ao pé de mim se pode tornar massacrante, mas eu peço desculpa se não consigo ver passarinhos, abelhas e flores em tudo. O resultado? Isolo-me vezes de mais para me proteger a mim e aos outros. Soluções? Não tenho. Porquê? Auto-defesa.

E o pior é que o tempo vai passando e eu vou-me assustando com isso. E dia após dia continuo a ser demasiado crítico para com as pessoas de quem gosto.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Este país não é para velhos

A propósito da reportagem que a SIC passou esta segunda-feira à noite, onde intercalou o trabalho jornalístico com imagens de um filme, resolvi pesquisar e o resultado não poderia ser mais recompensador. Eis a curta.




Este é um pequeno filme grego feito em 2007. Pai e filho estão sentados num banco. Subitamente um pardal pousa perto deles. Um filme simples mas comovente de Constantin Pilavios.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pressa


Sinto que às coisas à minha volta cada vez correm mais depressa e que diariamente tenho de fazer maiores esforços para as alcançar. Não sei bem se sou eu que estou lento de mais ou se é o ritmo mundial que anda acelerado.

Provavelmente, trata-se de falta de adaptação da minha parte. Mais simples até do que pensava.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O poder das redes sociais

Pelo menos, a mim passou-me despercebido na altura, mas a ideia é muito boa e tem ali dedinho de marketing.

Trata-se do «postal» de boas festas interactivo da TAP e da ANA, gravado no aeroporto de Lisboa, este Natal, e preparado especialmente para a Internet e para as redes sociais.

Não passou em muitos lados, nem foi muito captado pelos telemóveis, porque a actuação teve lugar perto das sete da manhã, provalemente para não comprometer o movimento da aerogare.

Faz-me lembrar o anúncio da Yorn, gravado no Atrium Saldanha, com a música dos Buraka Som Sistema, mas aí ainda esta coisa dos (aparentes) flash mobs (movimentos espontâneos) estava a dar os primeiros passos.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Keep it clean

A actriz Jaime Pressley, ex-mulher do protagonista na série humorística «O Meu Nome é Earl», é a estrela de um anúncio da Axe destinado a promover o Axe Detailer, uma esponja esfoliante para tratar da higiene íntima masculina. Ah, pois é, meus caros. Nada será como dantes!

Quem se arrisca a experimentar? Por cá, ainda não vi.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um aviso com sotaque francês



A partir da próxima segunda-feira e até ao dia dos Namorados, vai estar no ar a nova campanha de prevenção do VIH, a primeira em Portugal centrada nas relações homossexuais.


Apesar de achar o anúncio engraçado, vejo nele algum estereótipo.

E palpita-me que dentro de dias, alguém vá dizer que houve «mão partidária» e interferência no spot. Por enquanto, é apenas uma suposição.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Já está!


A esquerda parlamentar aprovou hoje a proposta de lei do Governo que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas exclui a adopção, diploma que mereceu o voto contra das bancadas do PSD e CDS-PP.

Por outro lado, o Parlamento chumbou os diplomas do BE e do PEV que legalizavam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e incluíam a adopção e o projecto do PSD para a criação da união civil registada.

Os diplomas do BE e do PEV tiveram os votos contra do CDS-PP, do PSD e da maioria dos deputados do PS, a quem tinha sido imposta disciplina de voto.

A bancada do PCP absteve-se, assim como o deputado social-democrata Pedro Duarte.

Oito deputados socialistas votaram a favor, tal como o deputado do PSD José Eduardo Martins.

Os deputados socialistas que foram autorizados pela direcção parlamentar a quebrar a disciplina de voto foram os deputados independentes Miguel Vale de Almeida, João Galamba e Inês de Medeiros, o líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, e os deputados Sérgio Sousa Pinto, Jamila Madeira e João Soares votaram a favor dos diplomas do BE e PEV.

O diploma do PSD para a instituição da união civil registada foi igualmente ‘chumbada’ com os votos contra do PS, BE, PCP, PEV, alguns deputados do CDS-PP e do social-democrata José Pacheco Pereira.

Abstiveram-se oito deputados do CDS-PP e três do PSD.

Votaram favoravelmente a união civil registada o PSD, o CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia.

Dezenas de deputados de todas as bancadas do PS, PSD e CDS-PP anunciaram no final das votações que irão entregar declarações de voto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A partir de amanhã Portugal será um país moderno

Contra os ventos arcaicos, apesar das birras em não aprovar a lei no ano passado e independentemente das concepções homofóbicas que vão continuar (talvez mais visíveis), Portugal vai ser um país, pelo menos, (aparentemente) mais livre.

Por isto.
E isto.
Apesar disto.