sábado, 6 de março de 2010

Há já muito tempo que o bullying saiu da escola

Vale a pena ler esta reportagem aqui. Muito se tem escrito sobre bullying nos últimos dias, mas a verdade é que esta prática é bem mais lata e não está apenas circunscrita às escolas e aos recreios. Está no trabalho, nas relações laborais, nas relações afectivas. A agressão psicológica é talvez uma dar armas mais eficazes: é barata, não se vê e muitas vezes é letal. Deixo um excerto da reportagem que foi, aliás, ontem comentada na rádio.


Ontem Christian não foi à escola. Mas na escola dele - E.B. 2,3 Luciano Cordeiro, onde partilhava o 6º ano com Leandro -, o dia foi normal. Nem portas fechadas nem luto nem explicação. O porteiro do turno da tarde entrou às 15 horas, bem disposto. "Sou jornalista, queria uma entrevista", ironizou. Tiro no pé. O JN estava lá. Perdeu o humor, convidou-nos a sair "já". A docente que saía do recinto também foi avisada, inverteu a marcha, já não saiu. Havia motivos para baterem tantas vezes no Leandro? Responde Christian: "Todos batem em todos". In JN.

Coisas que se registam

Gosto de ponderar bem os meus actos. Tenho, por norma, uma «moralidade» rígida e fico aborrecido quando faço algo que pôs alguém em questão ou quando não correspondo às expectativas. Dizem-me, «és demasiado rígido contigo mesmo». Serei, mas não sei ser de outra forma. Até porque corresponder às expectativas não tem de ser sinónimo de fazer o que as outras pessoas estão à espera (este é, aliás, um tema que vou voltar a ele).

Custa-me ver que isso não é muito praticado por terceiros. Aos anos que cá ando, já deveria ter aprendido isso! Provavelmente, serei eu que sou inadaptado. Não quero ser moralista, nem sou o melhor exemplo de virtuosidade (nem quero ser), mas é cada vez mais difícil viver em sociedade. No fundo, pensa-se muito pouco no «outro lado». Muitas vezes, antes de fazer algo, penso nas consequências que isso pode trazer para mim e para os outros. E não creio que isso seja mau, nem que seja recuar no que quer que seja. Chama-se bem-estar colectivo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Devaneios de Março ou coisas que se escrevem à hora de almoço

À excepção de Julho e Agosto, os meses com 31 dias são muito densos. Março deveria também ele ser uma excepção, já que é sinónimo de recomeço, mas a Primavera nem sempre é só passarinhos e flores. Custa a entrar no espírito depois de um Inverno rigoroso.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vozes que não me esqueço

Há poucos cantores que me lembro da infância. Lá por casa sempre se ouviu Sade Adu. Por isso, desde os meus cinco anos que me lembro desta voz. Ao longo dos anos, o Oceano Pacífico, da RFM, foi contribuindo para não ir esquecendo Sade, que de tempos a tempos me vai brindando com pequenas preciosidades. O novo álbum já saiu há algumas semanas, mas é esta banda sonora que me tem acompanhado nos últimos dias. Clean sound, clean voice. Não se pode pedir mais. Até pode: alguns dias de sol.


segunda-feira, 1 de março de 2010

Porque hoje é segunda-feira

E não é que, às vezes, as segundas-feiras, pelo facto de marcarem a rotina, até dão alguma tranquilidade. Uma certa (falsa) aparência de continuidade. Acho os domingos bem mais difíceis de suportar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quando o telefone não toca

Habituei-me a ouvir diariamente, e durante quase um ano, a sua voz ao telefone. Ao início estranhava; uns tempos depois entranhou; no final criou dependência. Depois, a campainha do pequeno aparelho foi tocando cada vez menos. Do outro lado, a voz esboçou algumas desculpas, que eu, apesar de contrariado e desiludido, disse «entender perfeitamente». Afinal, «ninguém é obrigado a nada». Desligámos comigo a dizer até amanhã. Já passou uma semana...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lição I

Um «eu também» fora de tempo tem piores consequências do que se não tivesse sido dito de todo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um certo tipo de parêntesis

É estranho e simultaneamente assustador como, em certos momentos, podemos olhar para o nosso percurso pessoal como se não fossemos 'nós' ou como se, por breves momentos, pudéssemos ser um espectador do nossos percursos pessoais.
Acho que, ultimamente, tenho sentido isso mais vezes do que devia. Isso deixa-me inquieto, mas ao mesmo tempo tranquilo, por verificar que ainda tenho (alguma) lucidez.

*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eles andem aí!

E lá soltei umas gargalhadas esta noite, nos intervalos da TV.
Desde a Popota - lembram-se popo popopo popotata - que não via um anúncio de jeito!
Cá vai.




Magano do cão!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As aparências iludem