À medida que conquistava os 18, pensei que tudo iria ser diferente. Quando chegaram os os 20, acreditei que seria a grande fase da maturidade. Foi em parte. Pelo menos do respeito que ganhei por mim próprio, o que em parte foi coincidente com o
crescimento [
aka lavagem cerebral] proporcionado pelos conhecimentos e anos académicos. Depois veio a fase das
(verdadeiras?) responsabilidades, perante as quais sinto, ainda hoje, que nem sempre estou preparado para as enfrentar. Nem psicologicamente, nem materialmente, nem afectivamente.
Diz-se que à medida que crescemos e vamos ficando mais velhos, tornamo-nos mais sensatos e ampliamos o grau consciência para tomar decisões. Eu acho o contrário. De dia para dia é-me cada vez mais difícil decidir o que quer que seja. Até uma simples refeição. Ou a escolha de uma roupa. Ou a decisão de fazer um telefonema.
Não me considero uma criança grande. Nada disso! No fundo, sei muito bem qual é o sentimento que é denominador comum de tudo o que falo: o medo. Mas isso é tema da próxima conversa.