domingo, 9 de maio de 2010

Mais ou menos

Porque é que sempre que me perguntam se gostei de algo, eu respondo frequentemente da mesma maneira: «mais ou menos».

Há quem diga que sou um eterno insatisfeito. Eu chamo-lhe esperança de que tudo possa ser sempre melhor.

...Mas também sei dizer que não gostei.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Relaxar ou não relaxar, eis a questão



Há muito tempo mesmo que não fazia uma aula de Body Balance, já que desde que mudei para um ginásio mais de bairro deixei de ter acesso a algumas dessas modalidades mais «xpto».

Senti-me bem, renovado! Só que depois vem a parte do relaxamento, que para mim acaba por ser uma fonte de preocupações. Começo a pensar nas coisas do dia-a-dia e afins. Ou seja: quanto mais quero travar os pensamentos, menos consigo.

Aliás, deve ser das poucas coisas que o ser humano não consegue mesmo intervir: parar de pensar... Enfim, isto já parece um diálogo da idade dos porquês, só falta a música dos GNR a acompanhar.

Mas há mais: ora eu, como sou meio doido (de génio e louco, todos temos um pouco, já diz o povo) e dou por mim a falar sozinho muitas vezes, tenho sempre medo que durante o relaxamento me ponha a falar alto! Medo!

Enfim... tragam-me os compridos! Rápido!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um post absolutamente inútil

Já vai para as duas da manhã e eu frente ao teclado, ainda a trabalhar, e com vontade de fechar a tampa do portátil e enterrar-me na almofada. Ok, o intervalo está feito.... Dever, aí vou eu.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E que tal um banhito?



PS: Vi isto na televisão quando estava a jantar.

Smog

Não sei bem onde, mas descobri um grupo chamado Smog. Guardei o link, mas só agora tive tempo para investigar um pouco mais, descobrindo que, afinal, este é mais o pseudónimo (se assim o quisermos chamar) de Bill Callahan.

Segundo a Last FM, Smog é o nome artístico de Bill Callahan, «um músico norte-americano nascido em Silver Spring, Maryland, pioneiro no género lo-fi, que nasceu a partir do rock alternativo. As suas letras concentram-se em temas como a busca espiritual e a complexidade das emoções, com um uso subtil da ironia e do humor negro no sentido clássico».




Apesar de distinto, o timbre e a acústica relembra-me os saudosos «Spain», grupo que muito ouvi aqui há uns cinco anos atrás.



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os três grandes relatores da (in)sensatez humana



Ando, nos últimos dias, com vontade de reler Orwell, Huxley e Kafka...
O que, obviamente, é um bom sinal! Dá-me a ideia dos verdadeiros limites.

PS: Isto apesar de, nas últimas semanas, andar um pouco preguiçoso com os livros. Depois de passar os dias a ler processos, documentos e pdf, os neurónios ficam um bocado sem capacidade de digerir mais informação ao final do dia.

domingo, 25 de abril de 2010

Não me dêem receitas completas, por favor

É bom juntar a família, mas cansa quando se tem de ouvir «n» vezes que deveria fazer isto, aquilo ou aqueloutro. Traçar o que quero para o futuro já é difícil q.b., não preciso de mais percalços. Isto não significa que não seja bom ouvir conselhos (não sou insensato a esse ponto), mas por favor não me apresentem as coisas como receitas com conta, peso e medida.

Não tenho direito à minha dose de imprevisibilidade? Todos me apontam soluções como se eu fosse sempre a mesma pessoa linear de há 28 anos. Não sou! Depois disto tudo vem o meu mau feitio, mando as coisas aos arames e fico na fossa porque me auto-culpabilizo de ter estragado a tarde às outras pessoas. Definitivamente, adoro domingos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Google is watching you!

Ficou a saber-se esta semana que 10 países escreveram uma carta à Google - sim, a dona deste serviço de blogue que estou a utilizar - alertando para a falta de privacidade de muitas das aplicações do gigante da informática. E se uma marca tem o poder de se transformar num verbo - I google, you google, he google - o que não poderá mais fazer?

O vídeo apresentado deixa algumas pistas.



E você, vai apagar o seu perfil?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os melhores 16 segundos de TV

Diz-se que todos temos direito a 15 minutos de fama.
Neste caso, há 16 segundos que já foram esgotados (ok, deixem lá a rapariga ter os delírios da idade).


Desabafos de um caranguejo

À medida que conquistava os 18, pensei que tudo iria ser diferente. Quando chegaram os os 20, acreditei que seria a grande fase da maturidade. Foi em parte. Pelo menos do respeito que ganhei por mim próprio, o que em parte foi coincidente com o crescimento [aka lavagem cerebral] proporcionado pelos conhecimentos e anos académicos. Depois veio a fase das (verdadeiras?) responsabilidades, perante as quais sinto, ainda hoje, que nem sempre estou preparado para as enfrentar. Nem psicologicamente, nem materialmente, nem afectivamente.

Diz-se que à medida que crescemos e vamos ficando mais velhos, tornamo-nos mais sensatos e ampliamos o grau consciência para tomar decisões. Eu acho o contrário. De dia para dia é-me cada vez mais difícil decidir o que quer que seja. Até uma simples refeição. Ou a escolha de uma roupa. Ou a decisão de fazer um telefonema.

Não me considero uma criança grande. Nada disso! No fundo, sei muito bem qual é o sentimento que é denominador comum de tudo o que falo: o medo. Mas isso é tema da próxima conversa.