Quando o filme «O sexo e a cidade» esteve no cinema, não fui ver. Achei a coisa demasiado «rosa» para gastar esse dinheiro num bilhete e acabei sempre por ver outras coisas que estavam em cartaz.
Hoje, o filme deu na TVI, à tarde, e enquanto trabalhava frente ao computador (sim, porque isto de ser feriado na quinta-feira tem que se lhe diga e obriga-me a trabalhar por antecipação), acabei por dedicar mais atenção ao dito cujo do que as obrigações que tinha à minha frente.
Isto tudo para ir parar ao tema que me interessava: o casamento, que é, aliás, a locomotiva de toda a historia do filme. Nunca percebi porque é que as pessoas quando estão à beira dos 30 entendem que têm de casar fazer disso uma obrigação. «Porque depois é tarde de mais», é o argumento que mais utilizam. O que, obviamente, não me convence: há quem case aos 70.
Muitos dos meus melhores amigos e amigas - não são assim tantos como isso - já caíram na «tentação» e ei-los agora casados e com filhos nas mãos. Se isso lhes aumentou a felicidade? Eles dizem que sim, mas eu não leio isso no brilho dos olhos deles.
Inevitavelmente, as conversas giram agora à volta de fraldas e infantários. Nessas alturas, deixo de ter assunto de conversa e apetece-me começar a falar do tempo. Não são mais as pessoas criativas que eu conheci na universidade e isso dá-me saudades de ter essas mesmas pessoas de volta.