sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aparentemente...

Indecisão. Ou vontade de a contrariar. É por isso que gostava de ter toda a retórica das personagens de uma qualquer série Norte-americana, onde os protagonistas sabem sempre o que dizer na hora e momento certos, com o mínimo de consequências possíveis (ou quando elas existem são sempre enquadradas e/ou minimizadas).

Bem sei que tudo aquilo é ficção, que os textos são trabalhados até à exaustão, mas mesmo que fizesse isso como trabalho de casa, antevendo cenários, nunca teria o mesmo efeito na vida real.

É claro que ao longo do dia temos de desempenhar vários papéis: faz parte da sobrevivência. Aparentar o máximo de segurança no trabalho, mostrar o máximo de competência, desligar parte dessa rigidez quando se entra nos círculos mais familiares, and so on.

Mas os meus valores estão dos dois lados da barricada. Não há uma pessoa «A» e uma pessoa «B» em cada um dos lados do cenário. Quanto muito, há registos diferentes.

Não estou a dizer que sou o modelo ideal: longe disso. Tenho defeitos. E muitos, provavelmente, nem eu me apercebo deles. Mas… lá está: há quem leve os tais diálogos (trabalhados) das séries demasiado a peito. As consequências? Acho que cada um as enfrenta diariamente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

There will be no war!

The battle will be over
There will be no war





Continuo a achar que há poucos artistas que consigam expressar tanto com tão pouco.
Moby é um mestre nisso. O longínquo «Play» é algo de extraordinário.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O terror das minhas noites


...pesa menos de uma grama, é acastanhado, deixa marcas, faz barulho e tira-me o sono!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Saudades do futuro

O teu nome não aparecia no visor do telefone há algumas semanas. Depois de o aparelho não dar mais de dois ou três toques, atendi. A tua voz, hesitante, perguntou como eu estava, ao que respondi que «bem», mesmo após um dia cansativo. Retorqui a pergunta e questionei a que se devia «tão ilustre telefonema». Respondeste que telefonavas por que querias. Depois disso, os assuntos começaram a não fluir. Afirmaste que estava dificultar as coisas. Mas não sinto que era apenas eu que o estava a fazer. Foi mútuo. Foi a distância. Foi o tempo. Afinal, ainda falaste menos que eu. Mas isto não é nenhuma competição, apesar de os teus silêncios – que os aprecio – serem bem maiores do que os meus. As amizades, relações ou o quer que seja, quando não são cultivadas ou foram sujeitas erosão, custam a recuperar. Apesar disso, não estou zangado. Nem conseguiria estar. Continuo a mesma pessoa. Apenas vejo as coisas com outro espírito e não posso mais manter a letargia que me tolhe há meses. Houve uma altura em que preferi não pensar em nada, mas isso levaria a quê? Também não encontrei resposta. Afinal, nunca fui muito bom em respostas espontâneas. Com excepções, são pouco felizes.

domingo, 6 de junho de 2010

Se eu tenho um ideal?

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.



Sophia de Mello Breyner Andressen

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E o que há de melhor numa tarde de Verão?

...Dormir uma sesta depois de um banho refrescante!

Ah, ócio que me matas!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Oxalá fosse sempre Junho

E pronto, é só isso. Gosto deste mês. É simpático, tem a natureza com todo o seu vigor, dá vontade de pensar em projectos, independentemente de estes não se realizarem. Marca o início da época que mais gosto de ano. Sofro muito com o frio. Curiosamente, este mês vou passar a receber ainda menos ordenado, mas haja coisas que me distraiam, que bem preciso.


Em homenagem ao universo «kitsh» que às vezes atravessa este blogue, aqui vai uma musiquinha que fala sobre Junho.

domingo, 30 de maio de 2010

Se casarem, não mudem de personalidade, por favor

Quando o filme «O sexo e a cidade» esteve no cinema, não fui ver. Achei a coisa demasiado «rosa» para gastar esse dinheiro num bilhete e acabei sempre por ver outras coisas que estavam em cartaz.

Hoje, o filme deu na TVI, à tarde, e enquanto trabalhava frente ao computador (sim, porque isto de ser feriado na quinta-feira tem que se lhe diga e obriga-me a trabalhar por antecipação), acabei por dedicar mais atenção ao dito cujo do que as obrigações que tinha à minha frente.

Isto tudo para ir parar ao tema que me interessava: o casamento, que é, aliás, a locomotiva de toda a historia do filme. Nunca percebi porque é que as pessoas quando estão à beira dos 30 entendem que têm de casar fazer disso uma obrigação. «Porque depois é tarde de mais», é o argumento que mais utilizam. O que, obviamente, não me convence: há quem case aos 70.

Muitos dos meus melhores amigos e amigas - não são assim tantos como isso - já caíram na «tentação» e ei-los agora casados e com filhos nas mãos. Se isso lhes aumentou a felicidade? Eles dizem que sim, mas eu não leio isso no brilho dos olhos deles.

Inevitavelmente, as conversas giram agora à volta de fraldas e infantários. Nessas alturas, deixo de ter assunto de conversa e apetece-me começar a falar do tempo. Não são mais as pessoas criativas que eu conheci na universidade e isso dá-me saudades de ter essas mesmas pessoas de volta.

Serei albino?

Acho que estou a ficar albino. Bastou sair de casa em manga curta e praticamente fiquei com um mini-escaldão nos braços.

Já tenho protector 50+. Este ano não pode mesmo haver esquecimentos: mesmo no final do Verão, sou capaz de ficar com escaldão se alguma das vezes não puser protector.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Silence becomes it

Gostava de voltar a ter aquele mesmo olhar «parvo» para a vida quando, no final dos anos 90, me deixava embevecer com as músicas dos extintos «Silence 4» e pensava que o amanhã seria sempre melhor.