quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pequeno apontamento sincero

Durante o jantar, em conversa com o meu avô:

- Ainda não te vi sorrir hoje. Estas sempre tão sério...

Sorri e respondi:

- É verdade avô. São dias.

Apesar de tudo, a observação do meu avô fez-me sorrir. Sempre tão calado e, afinal, sempre atento a muito mais coisas do que eu imaginaria. Fiquei simultaneamente contente e sensibilizado. Mas, de facto, ando a sorrir de menos.


PS: Só para justificar a ausência que se deve ao facto de estar a fazer as férias de colegas e a dormir uma média de cinco horas por noite.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Solidariedade canina/felina

Tenho acompanhado o trabalho da associação de defesa dos animais Bianca e, por isso, aproveito para deixar aqui a nota do espectáculo de beneficência que vai ocorrer no sábado, a partir das 15h00, no mercado da Lagoa de Albufeira, em Sesimbra.

Haverá concertos ao vivo, grupos de dança, equitação, jogos populares, demonstração de cães de busca, after party com DJ Pepper e Revival de música dos anos 70's, 80's e 90's, bancas diversas de artigos, etc.

Pode ser uma sugestão pós-praia. A entrada são dois euros (e pode sempre levar-se umas rações e afins) e os lucros revertem para a associação que tem entre mãos dezenas de animais abandonados e lida com situações de crueldade que eu pensava não poderem existir em pleno século XXI. Dêem uma olhadela ao site e ao blogue. A crise toca a todos, mas fechar os olhos não é solução...

sábado, 3 de julho de 2010

Entendam-se, por favor

Como é que, por um lado, as empresas recorrem ao Facebook como forma de promoção e contacto «social» dos seus produtos e serviços e outras, pura e simplesmente, proíbem o acesso a tais redes. Como é que o Estado já incorpora esses mecanismos em plataformas como o Ministério das Finanças e depois restringe o acesso noutros contextos? Entendam-se, por favor!

Já agora, e atalho de foice, cruzei-me com uma apresentação de uma longa metragem sobre o Facebook. O lema? Não é possível ter 500 milhões de amigos, sem fazer alguns inimigos! Let´s look at the «treila», como dizia o outro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alguma vez teremos direito a ser burros?

Há dias em que me sinto burro, com vontade de desistir, mas nem a isso tenho direito. Perante o mundo exterior tenho de continuar a sorrir, a transpirar competência e eficiência. Viva o pós-modernismo, o taylorismo e outros «ismos» afins. Só não funciono a gasóleo, mas às vezes sinto que entrei numa espiral mecânica.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Futebol radiofónico

Não sou muito fervoroso em relação ao futebol, mas gosto imenso de acompanhar uma partida decisiva pela telefonia! E viajar de carro enquanto se acompanha o jogo ainda é mais divertido! No fundo, é o ressuscitar das radio-novelas.

PS: E não é que gosto desta expressão: telefonia.

Pós (qualquer coisa)


Hoje, na Assembleia da República, ouviu-se falar em atitudes, política e políticos pós-modernos. Assim, dá gosto ouvir debates quinzenais (a leitura desta frase deve ser acompanhada por um sorriso sarcástico).

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Experiência sociológica

P: E sabem onde se pode ter tamanha experiência sociológica?
R: No Minipreço. E só por lá estive vinte minutos.

Ora vejamos:

- Oiço simultaneamente Depeche Mode e o antiquíssimo «This is the rithm of night» (que me deu vontade de re-ouvir)

- Vejo casais a tentarem reconciliar-se nos corredores

- Vê-se pessoas que fazem esforços para poupar e outras que compram o que lhes aparece à frente

- Vê-se quem compra comida pré-feita ou quem prima por cozinhar

- Vê-se crianças mal-educadas e a fazer birra por causa de um chocolate

- Vê-se as pessoas que lutam para passar à frente quando abre outra caixa para pagamentos

- Já para não falar daquelas pessoas que escolhem e viram do avesso toda a fruta para tirar a melhor (e os outros que comprem o que elas já esmagaram)

- E lista continua (...)


Conclusão: mostra-me o teu comportamento no supermercado, dir-te-ei como és.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uma possível resposta

Respondendo, em parte, às questões de ontem, deixo o excerto de um texto que hoje se cruzou comigo, da autoria de José Saramago. Não concordo com tudo o que é dito, mas encontrei algumas explicações. A versão completa pode ser vista aqui.

É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo. Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica.

Já agora, também gostei deste texto.

Uma questão semântica

É curioso que, quando há eleições, apela-se ao voto do «povo».
Depois, quando precisamos da Europa, fala-se em «cidadãos».
E quando se pede esforços e contenção orçamental, apela-se à compreensão dos «portugueses».

E se eu fizer birra e quiser apenas ser «pessoa»?