segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sobre o desassossego

Tenho estado de férias, mas essencialmente tenho tido dificuldade em concretizar o meu principal objectivo, que é pôr as ideias em ordem. Por estar demasiado embrenhado nos ciclos da rotina, ao longo dos últimos meses, apercebi-me de que me tenho desabituado de raciocinar mais metafisicamente, isto é, além das questões que estão directamente relacionadas com a minha actividade profissional e/ou da vertente prática do dia a dia.

Acontece é que esta insistência em contrariar tendências (precisamente nas férias) me está a desassossegar e a impedir que esteja em paz comigo mesmo. Poderia estar de papo para o ar os dias todos? Poderia, mas não conseguiria. Acho que há algo em mim que me leva sempre um pouco ao abismo das questões, algo que me impele constantemente a abdicar das certezas.

Pode ser estimulante, mas essa mania cansa-me não só a mim, mas também aos outros. E enquanto eu não resolver isto, dificilmente vou ter sossêgo (e os outros também).


PS: As pessoas mais chegadas (leia-se de família) dizem que me queixo muito. Se for o caso, por favor sintam-se à vontade para me puxar as orelhas.

sábado, 31 de julho de 2010

Expectativas

Será errado esperar sempre mais dos outros? Ou será apenas puro egoísmo? E o facto de se esperar mais não pode significar que acreditamos (ainda mais) nas qualidades/potencialidades/capacidades dessas mesmas pessoas?

Também fiz esta pergunta a mim próprio. Se poderia esperar mais de mim. Vou aprofundar o assunto, mas a verdade é que não consegui esboçar uma resposta concreta e imediata.

Será um daqueles casos em que «não esperes dos outros aquilo que não consegues exigir de ti mesmo» (numa alusão à máxima não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quando a cabeça não tem juízo

Acho que ao longo dos anos já me afeiçoei às minhas dores de cabeça. Até acho estranho quando elas não aparecem. Parece que falta qualquer coisa. É isso e não acordar um dia que seja assim para o estremunhado. Aqueles cinco primeiros minutos do dia são penosos (não se metam comigo nessa breve fatia de tempo, ok?!).

domingo, 25 de julho de 2010

Coisas da vida

Lembram-se daquela conversa em que falava do meu avô? Pois parece que não se pode ter um momento de felicidade. Uma semana depois, quis a vida/destino/outra coisa qualquer (?) que uma das minhas avós falecesse.
Foi no fim-de-semana passado, fiquei destroçado e só agora consigo ir retomando o fio à meada das coisas. Para não pensar muito (no que quer que seja), tenho trabalhado furiosamente à média de 12 horas por dia e agora começo, finalmente, a tentar abrandar. Se tudo correr bem, estou quase a entrar de férias. A ver se consigo assentar a poeira e ir tentando esquecer as imagens da semana passada.
É estranho lidar com a morte. Ter ao pé de nós alguém que já foi, mas que, simultaneamente, ainda é. Pelo menos, em termos físicos. Tenho ido lendo os blogues aqui do lado, de todos vós, mas não tenho tido capacidade de fazer mais do que isso, leia-se comentar. Mas o tempo curará a maior parte das coisas. Até breve.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pequeno apontamento sincero

Durante o jantar, em conversa com o meu avô:

- Ainda não te vi sorrir hoje. Estas sempre tão sério...

Sorri e respondi:

- É verdade avô. São dias.

Apesar de tudo, a observação do meu avô fez-me sorrir. Sempre tão calado e, afinal, sempre atento a muito mais coisas do que eu imaginaria. Fiquei simultaneamente contente e sensibilizado. Mas, de facto, ando a sorrir de menos.


PS: Só para justificar a ausência que se deve ao facto de estar a fazer as férias de colegas e a dormir uma média de cinco horas por noite.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Solidariedade canina/felina

Tenho acompanhado o trabalho da associação de defesa dos animais Bianca e, por isso, aproveito para deixar aqui a nota do espectáculo de beneficência que vai ocorrer no sábado, a partir das 15h00, no mercado da Lagoa de Albufeira, em Sesimbra.

Haverá concertos ao vivo, grupos de dança, equitação, jogos populares, demonstração de cães de busca, after party com DJ Pepper e Revival de música dos anos 70's, 80's e 90's, bancas diversas de artigos, etc.

Pode ser uma sugestão pós-praia. A entrada são dois euros (e pode sempre levar-se umas rações e afins) e os lucros revertem para a associação que tem entre mãos dezenas de animais abandonados e lida com situações de crueldade que eu pensava não poderem existir em pleno século XXI. Dêem uma olhadela ao site e ao blogue. A crise toca a todos, mas fechar os olhos não é solução...

sábado, 3 de julho de 2010

Entendam-se, por favor

Como é que, por um lado, as empresas recorrem ao Facebook como forma de promoção e contacto «social» dos seus produtos e serviços e outras, pura e simplesmente, proíbem o acesso a tais redes. Como é que o Estado já incorpora esses mecanismos em plataformas como o Ministério das Finanças e depois restringe o acesso noutros contextos? Entendam-se, por favor!

Já agora, e atalho de foice, cruzei-me com uma apresentação de uma longa metragem sobre o Facebook. O lema? Não é possível ter 500 milhões de amigos, sem fazer alguns inimigos! Let´s look at the «treila», como dizia o outro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alguma vez teremos direito a ser burros?

Há dias em que me sinto burro, com vontade de desistir, mas nem a isso tenho direito. Perante o mundo exterior tenho de continuar a sorrir, a transpirar competência e eficiência. Viva o pós-modernismo, o taylorismo e outros «ismos» afins. Só não funciono a gasóleo, mas às vezes sinto que entrei numa espiral mecânica.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Futebol radiofónico

Não sou muito fervoroso em relação ao futebol, mas gosto imenso de acompanhar uma partida decisiva pela telefonia! E viajar de carro enquanto se acompanha o jogo ainda é mais divertido! No fundo, é o ressuscitar das radio-novelas.

PS: E não é que gosto desta expressão: telefonia.

Pós (qualquer coisa)


Hoje, na Assembleia da República, ouviu-se falar em atitudes, política e políticos pós-modernos. Assim, dá gosto ouvir debates quinzenais (a leitura desta frase deve ser acompanhada por um sorriso sarcástico).