domingo, 5 de setembro de 2010

Pelourinho: errei sim

Escrevia no post anterior (já corrigido): «Isto vem a atalho (sic) de foice». Fiquei a remoer naquilo durante a tarde e hoje fui confirmar. Era asneira, claro. Mas fico contente por saber que aquilo não me soou como devia de ser. Eis a explicação e a sua fonte.

Macicez/talho de foice

[Pergunta] Li há dias, num jornal de Lisboa, alguém a escrever "massividade". Como ele também escrevia "'talhe' de foice", em vez de "talho de foice", fiquei duplamente desconfiado. Querem fazer o favor de me esclarecer.

Obrigado.

António Sousa :: :: Lisboa, Portugal

[Resposta] Tem razão. «Massividade» (de «massiv(o)» + -idade) não existe. Talvez esse «alguém» quisesse escrever macicez - qualidade do que é maciço. A expressão é, como referiu, vir a talho de foice, que significa «vir a propósito».

C.M. :: 05/03/1999

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É Setembro, mas é ainda tempo de sun

Isto vem a talho de foice, mas é um bom argumento para partilhar a minha mais recente descoberta. I love it!

Caribou: Sun



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Senilidade, pressão internacional ou ternura da idade?

Fidel Castro lamenta homofobia do regime cubano

O antigo Presidente de Cuba, Fidel Castro, pediu desculpa pelo comportamento homofóbico do regime comunista, que há meio século enviou centenas de homossexuais para campos de trabalho forçado sob a acusação de serem contra-revolucionários. “Foram momentos de grande injustiça, e se alguém é responsável, sou eu”, confessou Fidel, numa entrevista ao jornal mexicano La Jornada.

Pela primeira vez, Fidel admitiu que, tal como as mulheres e os negros, os homossexuais foram marginalizados e perseguidos pelas autoridades, depois da revolução de 1959. Durante as décadas de 60 e 70, centenas de pessoas foram despedidas, forçadas ao exílio e enviadas para campos de reeducação – as chamadas Unidades Militares de Ajuda à Produção – por causa da sua orientação sexual.

“Nesses tempos, não me podia ocupar desse assunto. Tínhamos tantos problemas de vida ou de morte que não prestámos atenção”, justificou o antigo guerrilheiro, acrescentando que depois da revolução estava mais preocupado com “a guerra com os ianques” e os “planos de atentado contra a minha pessoa” do que com a repressão dos homossexuais.

Passados mais de 50 anos, Fidel disse que “queria delimitar a sua responsabilidade” na discriminação sofrida pelos gays, “até porque pessoalmente não tenho esse tipo de preconceito”, esclareceu. No entanto, e como revelou uma pesquisa nos arquivos dos discursos do “Comandante”, Castro usou várias vezes palavras depreciativas para referir-se aos homossexuais. “A nossa sociedade não pode dar cabimento a essas degenerações”, declarou em 1963.

Outra vez, Fidel especulou sobre as origens da homossexualidade: “Eu, que não sou cientista, sempre observei uma coisa: o campo não gera esse subproduto. Estou convencido de que esse problema tem tudo a ver com um ambiente de indolência”.

A homossexualidade foi descriminalizada em Cuba em 1979, mas, segundo denunciou a confederação espanhola LGBT Colegas, a homofobia ainda está latente naquele país. “A polícia ainda reprime duramente os homossexuais nos seus lugares de encontro, como parques, praias, cinemas ou festas, e continua a encarcerá-los. E também persegue as organizações e activistas independentes, como a Fundação Reinaldo Arenas, que não é controlada pelo Cenesex”, acusou o porta-voz da Colegas, Paco Ramírez, referindo-se ao Centro Nacional de Educação Sexual, dirigido pela filha do Presidente Raul Castro.

De acordo com números coligidos por aquela fundação, mais de 5000 jovens gays cubanos foram detidos ou multados pela polícia e cerca de 600 homossexuais seropositivos foram condenados à prisão por “perigo social”.

Fonte: Público

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Radiohead: Fitter Happier



Se isto não é o reverso da medalha da modernidade, anda lá perto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Sim? Não? Talvez?


Pensar muito será um bom conselho universal? Nem sempre... na minha opinião...

Mas decerto não serei a melhor pessoa para dar conselhos. Já por aqui tenho dito que, perante qualquer coisa, enumero os prós e os contras quase até à exaustão. O pior é que depois, diante a extensa lista de pontos contra e a favor, ainda fico mais indeciso.

É talvez por isso que é tão penoso para mim tomar decisões. Por vezes, torna-se mesmo num processo doloroso. E o pior é quando este sistema começa a interferir nas coisas básicas ou supostamente prazeirosas do dia a dia ou nos momentos de lazer. Fico, não fico? Vou, não vou? Quero, não quero?

Poderia adoptar o slogan: «Que se lixe!», e atirar-me de cabeça. Mas depois sei de antemão que saberia ainda menos lidar com as consequências que daí pudessem advir. Assim, ao menos tenho o justificativo de que o processo não foi irreflectido.

(E sim, sei que não me posso queixar, porque afinal sou eu que não estou a mexer uma palha para alterar este estado de coisas).

sábado, 28 de agosto de 2010

Oxalá...

...fosse sempre Verão! Seria uma pessoa mais feliz.

(Será que fui feito para viver noutro continente, assim mais tropical?)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Interrogação

Por que razão as minhas supostas 8 horas de trabalho rapidamente se transformam em 10 horas ou mais? E sabem quando me apercebo verdadeiramente disso? Quando chego ao espelho e vejo que barba cresceu (aparentemente mais do que o normal, mas afinal foi mesmo o tempo que passou). Outro dos indicadores são as coisas que começo a acumular em cima da secretária, desde chávenas de café, a pacotes de bolacha, passando ainda pelos copos de iogurte vazios.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Coisas kafkianas aka serviços telefónicos

Com o devido respeito por quem trabalha nos call center, mas cada vez mais me convenço de que estes serviços não passam de uma mera formalidade das empresas e que pouco mais servem do que para fornecer pequenas informações.

Hoje tive de recorrer a um desses serviços, até que, a páginas tantas, numa questão mais complexa - relativa a pagamentos, claro está -, oiço a seguinte resposta: «essa é uma questão a que não lhe sei responder». Como???

Ora, se eu ligo para o número da empresa, que supostamente é para dar informações, e onde se pode tratar toda e qualquer questão contratual, como não sabem responder??

Ainda poderia ter espingardado e perguntar para que servia afinal aquele serviço e o que o operador estaria ali a fazer, etc. Mas depois pergunto: a maior parte das pessoas que ali estão a trabalhar encontram-se a prazo, a cumprir formalidades e são apenas aconselhados a agradar ao cliente. O que isso iria adiantar? E ouvir um «sim mentiroso» - que na verdade corresponde a um não sei - é algo que não me apetece.

Por isso mesmo, esta semana, irá seguir carta registada com aviso de recepção para ver se as coisas correm melhor.

Perante as grandes empresas, por vezes sinto que estou num meio de um abismo onde ninguém me ouve.

Sabem qual é a melhor solução? Mudar de empresa, se houver mais serviços disponíveis na mesma área e não se tratar de um monopólio. É a forma mais visível de protesto e vão ver que têm alguém de seguida a contactar-vos para saber por que querem mudar e a oferecer soluções.


Kafka: se vivesses no século XXI, não serias um incompreendido.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Volver, volver...



Adoro isto! «Volver, volver», Concha Buika.

Milagres calóricos


Um strudel de maçã (o pré-cozinhado do Minipreço é excelente), acompanhado por uma bola de gelado depois da refeição, com um café à mistura, tudo depois do jantar, é uma combinação que, se não faz bem à alma, anima o espírito.

PS: No fim-de-semana tenho muito para correr, mas isso são outros pormenores.