quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para quê viajar!? As experiências estão ao canto da rua!

Ontem à tarde fui comprar umas lâmpadas a uma loja dos chineses. Depois de alguma comunicação por gestos, lá encontrei o que queria, mas o melhor de tudo foi ouvir a senhora dizer, depois de eu pagar, um curioso: «CHÁO. ÔUBRIGADO!». Valeu!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

É possível morrer de solidão?

O caso hoje divulgado da velhota foi que encontrada, morta, nove anos depois, num apartamento em Rio de Mouro, às portas de Lisboa, prova que sim. Nem o cão da senhora resistiu. E ainda mais kafkiana a coisa se torna quando a vizinha tentou fazer diligências junto das autoridades para que se averiguasse a situação, sem que ninguém pareça ter-se preocupado muito.

É estranho o facto de a vida continuar a correr normalmente à volta daquela casa. Ou seja, a senhora morreu sozinha, mas acompanhada pela restante dúzia de famílias que coabitavam no mesmo prédio. Estranho conceito.

Espero, quando já for velho, ter pelo menos algum dinheiro e lucidez para me internar voluntariamente num lar ou lá o que for na altura. Ou poder fazer outra coisa qualquer que me dê na telha. Sobretudo isso: poder decidir.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SOS Português

10 grandes mitos da Língua Portuguesa

Mito 1 – Um dia de sol é um dia “solarengo”.
Verdade – Um dia de sol é um dia soalheiro.

Mito 2 – Cada um dos caracteres tipográficos designa-se “caracter”.
Verdade – Cada um dos caracteres tipográficos designa-se carácter.

Mito 3 – A palavra “açoreano” escreve-se com E, porque deriva de Açores.
Verdade – A palavra açoriano escreve-se com I, porque à base açor se associou o sufixo -iano.

Mito 4 – A presença de álcool no sangue designa-se “alcoolémia”.
Verdade – A presença de álcool no sangue designa-se alcoolemia.

Mito 5 – Uma assinatura abreviada designa-se “rúbrica”.
Verdade – Uma assinatura abreviada designa-se rubrica.

Mito 6 – Uma grande confusão é “uma grande salganhada!”
Verdade – Uma grande confusão é “uma grande salgalhada!”

Mito 7 – O plural de DVD é “DVD’s”.
Verdade – O plural de DVD é DVD. As siglas não têm plural.

Mito 8 – Os meios de comunicação social designam-se os “m[i]dia”.
Verdade – Os meios de comunicação social designam-se os m[é]dia. Trata-se de uma palavra latina.

Mito 9 – A palavra cessão designa o acto de cessar, acabar.
Verdade – A palavra cessão designa o acto de ceder. O acto de cessar designa-se cessação.

Mito 10 – A uma pessoa indesejável (numa família, por exemplo) designamos “ovelha ranhosa”.
Verdade – A uma pessoa indesejável (numa família, por exemplo) designamos ovelha ronhosa. O nome ronha, que designa uma doença, deu origem ao adjectivo ronhoso, cujo sentido literal é: «que tem ronha». Este sentido literal, por sua vez, deu origem ao sentido figurado «pessoa indesejável».

Retirado daqui: www.linguamodadoisec.blogspot.com (para leitura e consulta diárias)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lisboa é um lugar estranho

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A técnica da avestruz

Estão as pessoas habituadas a ser questionadas? A resposta é não! Da mesma forma que não sabem dizer um não frontal.

O primeiro caso passou-se na aquisição de um serviço, onde perguntei a três empresas distintas as condições detalhadas e respectivos compromissos de permanência? Sabem quantas respostas obtive? Uma. E a que obtive, em loja, estava errada. Caramba! Onde estão os direitos quando os tento exercer?!

Nunca mais me esqueço de uma situação, aqui há uns três anos, quando por estar vestido com um casaco desportivo, praticamente me ignoraram. Curioso que quando viram que «até sabia falar» e que pedi o livro de reclamações, apareceu o gerente da loja. A imagem é mais importante que os direitos enquanto consumidor?! Sim, pelos vistos.

Outro exemplo, só para fechar o rol: telefonema de trabalho. «Ah, e tal, o doutor não está». Ligo no dia a seguir: «ah, e tal, só para a semana». Terceira tentativa, alguns dias depois, nova desculpa. Resposta minha: «diga ao doutor que eu aceito um não como resposta e que se não quer falar que diga. Obrigado!».

Porquê tanto medo da frontalidade?! O encapotamento da realidade nunca deu bons resultados. Os acontecimentos na Tunísia, Egipto, Jordânia, etc. (e Portugal, há alguns anos atrás) são eles próprios resultado de mordaças sucessivas durante anos e anos.

Ah, é verdade. Depois de uma ausência sabática, estou de volta! Eheheh! Mas continuo com mau feitio! :P

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dualidades



Oiço tanta gente a queixar-se de que tem falta de tempo, que não consegue fazer o que quer, que trabalha como se não houvesse amanhã. Às vezes, também me queixo do mesmo. Mas ficamos a pensar duas vezes quando alguém nos diz: «eu gostava de não ter tempo. Estou desempregada e até tenho muito tempo de sobra». Estranhas dualidades estas dos tempos modernos. Não é só a riqueza mundial que está mal distribuída. É também o tempo. E até os afectos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Velhos hábitos


Por mais agendas que tenha e que me ofereçam no início do ano, dou por mim a apontar coisas importantes em folhas soltas, post-it e cadernos. O resultado? Ando sempre à procura... (Ok, mas no final de tudo até que é uma desarrumação organizada!)

Adenda

Só para fazer uma adenda ao texto anterior, deixo, para memória futura, alguns artigos de opinião que têm debatido as fronteiras associadas limites da liberdade - preferia falar em responsabilidade - de expressão. Outros, nem tanto, mas mesmo assim merecem uma vista de olhos. Em foco, essa nova forma de bullying social: os comentários dos jornais.

Carlos Castro: a culpa é sempre dos gays, não é?
Já é legal ameaçar de morte os 'gays'?
Tão simples
'Liberdade respeitosa' (ver o último parágrafo)
No país do ódio (anterior a tudo isto, mas pertinente)
As caixas de comentários são como as portas dos WC públicos
O que eu temia que se viesse a escrever (e, aliás, referi no último post)

E mais uma cosinha vista aqui:

Brandos costumes my ass



Querem perceber (ou tentar perceber) este ressentimento, este ódio que emergiu contra a figura do Carlos Castro? Este ódio que aparece vindo do nada. Este ódio que assusta, porque vem mesmo lá de dentro. Se querem, leiam este livro. Rentes de Carvalho fez aqui o estudo desse adn português, dessa "raiva que assusta", para citar o próprio Rentes. O livro não é sobre a homossexualidade. É sobre este adn violento dos portugueses, que se vê nesta homofobia louca ou na morte de 40 mulheres por ano. Brandos costumes my ass.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Generalizações? Não, obrigado!

Não era para escrever nada sobre o assunto do assassinato do jornalista Carlos Castro. Qualquer que tenha sido o móbil do crime, foi algo de hediondo e absolutamente condenável. Que seja apurada toda a verdade! Ponto final.

O que agora mais me preocupa é o facto de o fenómeno da violência entre bissexuais e homossexuais vir de uma forma generalizada para os programas da manhã, tarde e noite, com profusões ainda espalhadas pelos telejornais e revistas mais ou menos cor de rosa, como se toda a relação não heterossexual fosse agora sinónimo de um poço de violência.

Claro que pode haver violência. Como em todas as relações heterossexuais. Não deveria acontecer em nenhuma, é certo. Mas agora, pelos vistos, o mito vai ser difícil de desmistificar. E como o tema até é bom para conversas de café, podem apostar que se vai prolongar nas próximas semanas.

Por outro lado, creio que o caso do assassinato do Carlos Castro – horrível, friso uma vez mais – vai fazer regressar os estereótipos que até se tinham começado a esbater (ainda que lentamente), depois de aprovado casamento de pessoas do mesmo sexo.

Não quer isto dizer que quem não aceitasse passasse a aceitar, mas era algo que as mentes mais obscuras já se tinham habituado a ouvir.

Nos próximos dias, claro que se vão esquecer todos os casos de violência doméstica, muitos deles terminados em morte, que ao longo dos últimos anos foram preenchendo as páginas dos jornais. Todas as dezenas de vítimas mortais de violência heterossexual vão agora ser esquecidas. E não é preciso recuarmos muitas semanas para encontramos casos sinistros amplamente noticiados.

Mas agora é tudo o que se passa entre iguais que importa colocar em cima da mesa. Porque foge à norma. E, afinal, esse é um dos chamados valores-notícia.

E claro, há outras coisas que também vão ser postas de parte. Alguém mais ouviu falar em BPN ou eleições presidenciais? Pois, eu também não.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Conselho

«Não podes continuar a pensar demasiado. 
Se insistires nisso, nunca vais conseguir ser feliz».

E digam lá se os irmãos não são sábios?