quinta-feira, 10 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fazer ou não história?

Quase sempre a história passa-nos diante dos olhos, mas a voracidade do tempo impede-nos de raciocinar, equacionar as coisas, ponderar. As revoluções na Tunísia, Egipto e Líbia são disso exemplo. Está a fazer-se história nos telejornais e em directo.

O mesmo se passa em Portugal. Aquilo que se tomou como uma música – neste caso dos Deolinda – já ultrapassou fronteiras e estou deveras curioso em saber o que se vai passar no sábado.

Pelo menos, acho que terei interesse em sentir o pulsar da rua. Se a isso se chamar fazer parte da manifestação, tudo bem.

Li, recentemente, que estão a apelar às pessoas para que levem uma folha de papel para que nela se inscrevam os motivos que a levaram à manifestação, caso participem. Acho bem, porque exercer cidadania deve ser uma coisa séria e ponderada.

Não vale a pena ir gritar, beber umas cervejas pela Avenida da Liberdade abaixo, fumar uns cigarros e vir para casa como se o mundo tivesse mudado. Não muda, nem no dia seguinte vai haver mais emprego.

Agora, se se for de um modo consciente, com uma causa definida, sabendo o porquê de se estar lá, isso é totalmente diferente. A semente fica lá. E isso é ser cidadão.


BTW: Apesar das convulsões ligadas ao discurso de Cavaco Silva, é de se tirar o chapéu quando ele citou que os cargos públicos deveriam começar a ser baseados no mérito e não na filiação partidária.

domingo, 6 de março de 2011

Pub. (da boa)

Whose Hair?
by Christina Christoforou

This unique and fun book contains over 200 original, hand-drawn illustrations of the hairstyles of the rich and famous, from politicians to film stars, dictators to chefs. The meticulously drawn illustrations will show only the hair, leaving you to guess the celebrity and draw the face. The answers are at the back of the book. This book is a fun and ironic take on the global celebrity phenomenon.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Primavera do olhar

Na doce quietude dos teus olhos
olhei para o fundo da tua alma.
Afundei-me à procura de sentido.
Deixei-me ir na corrente dos teus pensamentos.
[Regressei].
Não havia mais espaço.
[Detive-me].
Ontem tornei a olhar-te.
Não vi os mesmos olhos. Não era o mesmo olhar.
___
Talvez seja eu que tenha deixado de ver [da mesma maneira].
*****
BL

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dúvida metódica?

Continuo a não perceber por que razão tem o Presidente da República tanta dificuldade em lidar com assuntos que, de alguma forma, envolvam a componente sexual no sentido lato da palavra, enquanto género.

Foi assim com a promulgação do lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, cuja aprovação final teve direito a abertura de telejornais para que fossem bem frisadas as suas dúvidas. Agora, passa-se o mesmo com o novo diploma que simplifica a mudança de sexo e de nome próprio no registo civil, ontem promulgado.

Ora eu não acho que as pessoas mudem de sexo só porque sim. O PR recusou-a à primeira vez, em período pré-eleitoral, quem sabe se para agradar ao eleitorado conservador. Aprovou agora. Uma vez mais contrariado.

Ora se as pessoas do mesmo sexo não desataram a casar desalmadamente, também não acredito que toda a gente comece a mudar de sexo só porque sim. Estranho preconceito.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

É só isto...


Por outras palavras: ando distante, mas tenho-vos lido. Até já!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O que Sócrates gostaria de dizer a Louçã...

...depois do anúncio da moção de censura.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para quê viajar!? As experiências estão ao canto da rua!

Ontem à tarde fui comprar umas lâmpadas a uma loja dos chineses. Depois de alguma comunicação por gestos, lá encontrei o que queria, mas o melhor de tudo foi ouvir a senhora dizer, depois de eu pagar, um curioso: «CHÁO. ÔUBRIGADO!». Valeu!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

É possível morrer de solidão?

O caso hoje divulgado da velhota foi que encontrada, morta, nove anos depois, num apartamento em Rio de Mouro, às portas de Lisboa, prova que sim. Nem o cão da senhora resistiu. E ainda mais kafkiana a coisa se torna quando a vizinha tentou fazer diligências junto das autoridades para que se averiguasse a situação, sem que ninguém pareça ter-se preocupado muito.

É estranho o facto de a vida continuar a correr normalmente à volta daquela casa. Ou seja, a senhora morreu sozinha, mas acompanhada pela restante dúzia de famílias que coabitavam no mesmo prédio. Estranho conceito.

Espero, quando já for velho, ter pelo menos algum dinheiro e lucidez para me internar voluntariamente num lar ou lá o que for na altura. Ou poder fazer outra coisa qualquer que me dê na telha. Sobretudo isso: poder decidir.