domingo, 30 de maio de 2010
Se casarem, não mudem de personalidade, por favor
Hoje, o filme deu na TVI, à tarde, e enquanto trabalhava frente ao computador (sim, porque isto de ser feriado na quinta-feira tem que se lhe diga e obriga-me a trabalhar por antecipação), acabei por dedicar mais atenção ao dito cujo do que as obrigações que tinha à minha frente.
Isto tudo para ir parar ao tema que me interessava: o casamento, que é, aliás, a locomotiva de toda a historia do filme. Nunca percebi porque é que as pessoas quando estão à beira dos 30 entendem que têm de casar fazer disso uma obrigação. «Porque depois é tarde de mais», é o argumento que mais utilizam. O que, obviamente, não me convence: há quem case aos 70.
Muitos dos meus melhores amigos e amigas - não são assim tantos como isso - já caíram na «tentação» e ei-los agora casados e com filhos nas mãos. Se isso lhes aumentou a felicidade? Eles dizem que sim, mas eu não leio isso no brilho dos olhos deles.
Inevitavelmente, as conversas giram agora à volta de fraldas e infantários. Nessas alturas, deixo de ter assunto de conversa e apetece-me começar a falar do tempo. Não são mais as pessoas criativas que eu conheci na universidade e isso dá-me saudades de ter essas mesmas pessoas de volta.
Serei albino?

Já tenho protector 50+. Este ano não pode mesmo haver esquecimentos: mesmo no final do Verão, sou capaz de ficar com escaldão se alguma das vezes não puser protector.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Silence becomes it
Frustração
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Reminder
domingo, 23 de maio de 2010
Façam contas, muitas contas!
20 Maio 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Uma questão de prioridades (civilizacionais, também)
Ao menos, fico contente por não ser bielo-russo (o link refere-se a um vídeo, não ao cartoon).

Lisboa, 17 de Maio de 2010
A Assembleia da República aprovou no passado mês de Fevereiro, uma lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
É de lamentar que não tenha havido vontade política para alcançar um consenso partidário alargado sobre uma matéria de tão grande melindre, de modo a evitar clivagens desnecessárias na sociedade portuguesa.
Face à grave crise que o País atravessa e aos complexos desafios que tem à sua frente, importa promover a união dos Portugueses e não dividi-los, adoptar uma estratégia de compromisso e não de ruptura.
As forças partidárias que aprovaram o diploma não quiseram ponderar um princípio elementar da acção política numa sociedade plural: o de escolherem, de entre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceite pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo.
Considero que não teria sido difícil alcançar um compromisso na Assembleia da República se tivesse sido feito um esforço sério nesse sentido.
Bastava ter olhado para as soluções jurídicas encontradas em países como a França, a Alemanha, a Dinamarca ou o Reino Unido que, como é óbvio, não são discriminatórias e respeitam a instituição do casamento enquanto união entre homem e mulher.
Nesses países, à união de pessoas do mesmo sexo foram reconhecidos direitos e deveres semelhantes aos do casamento entre pessoas de sexo diferente, mas não se lhe chamou casamento, com todas as consequências que daí decorrem.
Aliás, no mundo inteiro, só em sete países é designada por “casamento” a união entre pessoas do mesmo sexo. Dos 27 Estados da União Europeia são apenas quatro aqueles que o fazem.
Não é, portanto, verdadeira a afirmação de que a inexistência do casamento entre pessoas do mesmo sexo corresponde a um fenómeno residual no mundo contemporâneo, um resquício arcaico típico de sociedades culturalmente mais atrasadas.
Não me parece que alguém, honestamente, possa qualificar o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Suíça ou a Dinamarca como países retrógrados.
O diploma da Assembleia da República, que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi por mim submetido à fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional, tendo por este sido considerado não inconstitucional.
Tal não impede, contudo, que o Presidente da República possa ainda utilizar o poder de veto que a Constituição lhe confere e devolver o diploma ao Parlamento.
Importa, no entanto, ponderar os efeitos práticos de uma tal decisão e ter em devida conta o superior interesse nacional, face à dramática situação em que o País se encontra.
Conhecidas que são as posições expressas aquando do debate do diploma na Assembleia da República, tudo indica que as forças políticas que o aprovaram voltariam a aprová-lo.
Nessas circunstâncias, o Presidente da República seria obrigado a promulgá-lo no prazo de oito dias.
Sendo assim, entendo que não devo contribuir para arrastar inutilmente este debate, o que acentuaria as divisões entre os Portugueses e desviaria a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas.
Como Presidente da República não posso deixar de ter presente os milhares de Portugueses que não têm emprego, o agravamento das situações de pobreza, a situação que o País enfrenta devido ao elevado endividamento externo e outras dificuldades que temos de ultrapassar.
Os Portugueses recordam-se, certamente, de que na minha mensagem de Ano Novo alertei para o momento muito difícil em que Portugal se encontra e disse mesmo que podíamos “caminhar para uma situação explosiva”. E disse também que não é tempo de inventarmos desculpas para adiar a resolução dos problemas concretos dos Portugueses.
Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um.
Assim, decidi promulgar hoje a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Conversa de café
domingo, 16 de maio de 2010
Exigência

Alguém me diz, por favor, o que é feito deste pitéu? Nunca mais as vi! Nunca mais! Lembro-me tão bem do ritual, quando era puto, de as desembrulhar uma a uma, sem rasgar a platina, só para as coleccionar. E as bolachas redondas, que eram as melhores! Se o «Rol» regressou, também quero as «Tuchas» de volta.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Can you find a title?
- Quer então dizer que tivemos um rei larilas (referindo-se a Dom Pedro)?
Viva o serviço público de rádio!
Rostos de fúria
O meu blogue foi atacado...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
I have a dream...
O exemplo não tem muito a ver, mas veja-se o caso progressista da Inglaterra. Fez-se eleições a uma quinta-feira: tudo isto indica muito em termos de mentalidade. Imaginem o que seria fazer eleições em Portugal a um dia de semana?!
Sinceramente, estou cansado. Desde que comecei a trabalhar, sempre pensei que as coisas iriam ser melhor. Nunca vi progressos, Vejo mais esperança nos restantes países da Europa. Acho que é mais fácil ser-se jovem na Europa Central...
Hoje mesmo, por exemplo, estou a trabalhar e estou a ter inúmeros problemas porque a maior parte das instituições públicas está fechada. O exemplo não deveria vir de cima?!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Na segunda-feira, Portugal está de volta
PS: Palpita-me que na quinta-feira as praias vão estar cheias mas, por enquanto, sou só eu a divagar. Para mim, a semana continua a ter cinco dias.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Reality show ou a arte do engodo

No meio do marasmo televisivo de domingo, eis que dou por mim a ver o «Achas que sabes dançar» enquanto acabo o tardio jantar. Já tinha visto outros episódios, mas este pareceu-me mais 'plástico' do que os outros.
Colocarem os concorrentes com mais carisma a repetirem as coreografias para criar suspense e mostrar trabalho (sob uma ameaça de expulsão iminente), separar as gémeas porque uma tem alegadamente mais qualidade do que a outra, criar situações em que um dos membros do par se separam e filmar as palmadinhas nas costas, captar as conversas telefónicas dos concorrentes, pôr o júri a chorar e colocar esse mesmo júri a dizer que «é humano», etc.
«Ya basta»! Reality show assumido? Sim. Mal feito? Não!
Com todos os seus defeitos, o Big Brother afirmava-se como um reality show puro e duro. Era o que era. Não se exigia nem mais nem menos.
domingo, 9 de maio de 2010
Mais ou menos
Há quem diga que sou um eterno insatisfeito. Eu chamo-lhe esperança de que tudo possa ser sempre melhor.
...Mas também sei dizer que não gostei.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Relaxar ou não relaxar, eis a questão

Há muito tempo mesmo que não fazia uma aula de Body Balance, já que desde que mudei para um ginásio mais de bairro deixei de ter acesso a algumas dessas modalidades mais «xpto».
Senti-me bem, renovado! Só que depois vem a parte do relaxamento, que para mim acaba por ser uma fonte de preocupações. Começo a pensar nas coisas do dia-a-dia e afins. Ou seja: quanto mais quero travar os pensamentos, menos consigo.
Aliás, deve ser das poucas coisas que o ser humano não consegue mesmo intervir: parar de pensar... Enfim, isto já parece um diálogo da idade dos porquês, só falta a música dos GNR a acompanhar.
Mas há mais: ora eu, como sou meio doido (de génio e louco, todos temos um pouco, já diz o povo) e dou por mim a falar sozinho muitas vezes, tenho sempre medo que durante o relaxamento me ponha a falar alto! Medo!
Enfim... tragam-me os compridos! Rápido!